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Tabela TUSS: o código que libera ou trava a sua cirurgia

TUSS não é tabela de preço. É a língua em que você conversa com o convênio, e falar errado custa dias de agenda e dinheiro glosado.

revisado em 27/07/2026leitura de 6 min

TUSS é a sigla de Terminologia Unificada da Saúde Suplementar. É a padronização adotada pela ANS para que operadoras e prestadores usem o mesmo código para o mesmo procedimento. Ela faz parte do padrão TISS, que é o formato obrigatório de troca de informação entre quem atende e quem paga.

Antes dela, cada operadora tinha a sua própria nomenclatura, e a mesma cirurgia podia ter três códigos diferentes em três convênios. A TUSS resolveu esse problema e criou outro: agora existe um código certo, e todos os outros estão errados.

A confusão mais comum: TUSS não é CBHPM

Essa é a dúvida que mais aparece, inclusive dentro de consultórios organizados:

TUSSCBHPM
Quem publicaANSAMB
Para que serveIdentificar o procedimentoHierarquizar e precificar o procedimento
O que defineO código e a descriçãoO porte, o porte anestésico, os auxiliares
UsoObrigatório na troca de informaçãoReferência de honorário, negociada em contrato

Em uma frase: a TUSS diz o que foi feito, a CBHPM ajuda a definir quanto vale. Uma não substitui a outra, e as duas aparecem na mesma conta. A tabela CBHPM e o porte cirúrgico têm material próprio.

Como o código é estruturado

Os códigos de procedimentos e eventos em saúde têm oito dígitos, e a organização deles não é aleatória: a sequência carrega a hierarquia do tipo de procedimento. Além da tabela de procedimentos, o padrão TISS tem tabelas específicas para materiais, medicamentos, diárias, taxas e OPME, cada uma com sua própria codificação.

Isso importa porque uma cirurgia raramente é um código só. É o procedimento principal, mais eventuais procedimentos secundários, mais materiais, mais medicamentos, mais taxas. Cada um desses blocos pode ser glosado separadamente.

Onde o código errado quebra a operação

O impacto acontece em dois momentos distintos, e vale entender a diferença:

1. Na autorização, antes da cirurgia

Um código que não corresponde exatamente ao procedimento indicado volta para análise. O convênio pede esclarecimento, o consultório responde, o processo reinicia. Cada ida e volta custa dias, e a data reservada no centro cirúrgico não espera.

2. No faturamento, depois da cirurgia

Aqui é pior, porque o trabalho já foi feito. Se o código executado não bate com o autorizado, ou se a combinação de códigos não é aceita pela regra da operadora, a conta volta glosada, e aí entram os recursos de glosas, que consomem ainda mais tempo.

o erro que mais aparece

Autorizar um código e executar outro, ainda que por boa razão clínica, sem registrar a justificativa. Do ponto de vista da operadora, foi cobrado algo que ela não liberou. Do ponto de vista do cirurgião, foi feito o que o paciente precisava. Os dois estão certos, e a conta é glosada do mesmo jeito. O que resolve é o registro no momento, não a explicação depois.

O que conferir antes de enviar

Esse último ponto é sutil e caro: trabalhar com uma versão desatualizada da tabela significa enviar código que não existe mais.

Como a RM trata isso

Codificação é trabalho técnico, e técnico não combina com improviso entre uma consulta e outra. Na RM, a conferência de código acontece antes do envio da autorização e de novo antes do faturamento, e as divergências entre autorizado e executado são tratadas no dia, com registro.

O efeito prático é menos ida e volta com o convênio, menos data de cirurgia perdida e menos conta cortada.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre TUSS e TISS?

TISS é o padrão de troca de informação em saúde suplementar, definido pela ANS, que estabelece como as guias e os arquivos devem ser estruturados. A TUSS é a terminologia usada dentro desse padrão, ou seja, o conjunto de códigos e descrições.

A tabela TUSS define quanto o convênio vai pagar?

Não. A TUSS identifica o procedimento. O valor decorre do contrato entre o prestador e a operadora, que normalmente toma a CBHPM como referência, com os fatores negociados entre as partes.

Com que frequência a TUSS muda?

A ANS publica atualizações periódicas, com inclusão, alteração e exclusão de códigos. Por isso é importante que quem fatura trabalhe sempre com a versão vigente.

Posso usar o mesmo código para todos os convênios?

A codificação é padronizada, o que é justamente a vantagem da TUSS. O que muda entre operadoras são as regras de combinação de códigos, de autorização prévia e os valores contratados.

Suas guias voltam com frequência?

Se a resposta é sim, o problema costuma estar na codificação e no fluxo, não no convênio. A RM faz um diagnóstico gratuito da sua operação.

Quero um diagnóstico gratuito

Conteúdo informativo. As tabelas do padrão TISS são publicadas e atualizadas pela ANS; consulte sempre a versão vigente.

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