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Tabela CBHPM: como o porte define o valor da sua cirurgia

A CBHPM é a referência de honorário médico no Brasil. Entender como ela é composta é o que permite saber se o que você recebe corresponde ao que você fez.

revisado em 27/07/2026leitura de 7 min

A CBHPM, Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, é publicada pela Associação Médica Brasileira e organiza, de forma hierarquizada, os procedimentos realizados na medicina brasileira. Ela abrange todas as especialidades e estabelece um padrão mínimo aceitável de remuneração profissional. A edição mais recente é a de 2022.

Para o cirurgião, ela é a régua. Não porque o convênio pague exatamente o que está nela, mas porque é a partir dela que a negociação acontece.

Como o valor é composto

Um procedimento na CBHPM não tem um número único. Ele tem componentes, e cada um pode ser tratado de forma diferente no contrato com a operadora:

Cirurgia é trabalho de equipe, e a conta reflete isso. Deixar de lançar corretamente auxiliares e porte anestésico é uma das formas mais silenciosas de perder receita.

Por que o convênio quase nunca paga a tabela cheia

Este é o ponto que gera mais frustração, e onde mais falta clareza.

A CBHPM é uma referência, e não um valor de observância obrigatória pelas operadoras. O que você recebe decorre do contrato assinado com cada convênio, e esse contrato costuma trabalhar com algum destes arranjos:

a pergunta que todo cirurgião deveria conseguir responder

Qual edição da CBHPM está no seu contrato com cada convênio, e qual fator se aplica a cada componente? Quem não sabe responder isso não tem como saber se está sendo pago corretamente, e muito menos como sustentar um recurso de glosa.

Onde a CBHPM encontra a glosa

Boa parte das glosas técnicas nasce de divergência sobre porte e equipe, e vira trabalho de recurso de glosa. Os casos mais frequentes:

  1. Porte cobrado acima do que a descrição cirúrgica sustenta. Se o relatório do procedimento é genérico, a operadora reduz o porte, e sem documento não há como reverter.
  2. Auxiliares glosados por não constarem na autorização ou por excederem o previsto para aquele procedimento.
  3. Procedimentos múltiplos na mesma cirurgia, onde existem regras de redução sobre o segundo e o terceiro procedimento. Desconhecer essa regra gera cobrança que será cortada.
  4. Via de acesso e lateralidade não especificadas, o que permite à operadora enquadrar o procedimento em código TUSS de menor valor.

Em todos esses casos, o que decide a disputa não é a razão clínica: é o registro.

O que fazer com essa informação

Como a RM trata isso

A RM confere o que foi pago contra o que era devido em cada procedimento, considerando porte, equipe e as regras contratuais de cada operadora. Quando aparece diferença, ela vira recurso. Quando o padrão se repete, vira argumento de renegociação de contrato.

É o tipo de trabalho que raramente cabe na rotina de quem também atende telefone e marca consulta.

Perguntas frequentes

Qual é a edição vigente da CBHPM?

A edição mais recente publicada pela Associação Médica Brasileira é a de 2022. Ainda assim, muitos contratos com operadoras seguem baseados em edições anteriores, o que precisa ser verificado contrato a contrato.

O convênio é obrigado a pagar a CBHPM?

A CBHPM é uma referência de remuneração proposta pela classe médica, e não uma tabela de observância obrigatória pelas operadoras. O valor efetivo decorre do contrato firmado entre o prestador e cada plano.

O que é UCO?

É a Unidade de Custo Operacional, componente que cobre o custo de estrutura envolvido na realização do procedimento, separado do honorário do cirurgião e do porte anestésico.

Como saber se estou recebendo menos do que deveria?

Comparando procedimento a procedimento o valor recebido com o valor devido segundo o contrato, e não olhando apenas o total depositado no mês. A diferença costuma estar em componentes específicos, como auxiliares e porte.

Você sabe se está recebendo o que deveria?

A RM faz um diagnóstico gratuito e compara o que você produziu com o que efetivamente entrou.

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Conteúdo informativo. A CBHPM é publicada pela AMB e os valores praticados dependem do contrato firmado com cada operadora.

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