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Quanto tempo o convênio pode demorar para autorizar sua cirurgia

A resposta curta é 21 dias úteis para internação eletiva. A resposta útil é entender quando esse prazo começa a contar, porque é aí que a maioria das cirurgias atrasa.

revisado em 27/07/2026leitura de 6 min

Todo cirurgião já viveu isso: a cirurgia está indicada, o paciente está pronto, e a autorização simplesmente não sai. O consultório liga, o convênio pede mais um documento, a agenda do centro cirúrgico vira, e o paciente começa a duvidar.

O que quase ninguém usa a favor é que existe prazo legal para a autorização de cirurgia, e ele é fiscalizado pela ANS. O prazo para autorização de cirurgia pelo plano de saúde não é uma cortesia da operadora: é obrigação prevista em norma.

Os prazos que valem hoje

A Agência Nacional de Saúde Suplementar define prazos máximos para o atendimento ser efetivamente realizado, contados em dias úteis:

Tipo de atendimentoPrazo máximo
Internação eletiva (a cirurgia agendada)21 dias úteis
Procedimentos de alta complexidade (PAC)21 dias úteis
Atendimento em regime de hospital-dia10 dias úteis
Demais serviços de diagnóstico e terapia em regime ambulatorial10 dias úteis
Diagnóstico por laboratório de análises clínicas3 dias úteis
Consulta básica (pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia)7 dias úteis
Consulta nas demais especialidades14 dias úteis
Urgência e emergênciaimediato
detalhe que quase todo conteúdo do mercado erra

A norma citada na maioria dos artigos sobre esse assunto é a RN 259/2011, que já foi revogada. Os prazos seguem valendo, mas hoje estão consolidados na RN 566/2022. Existe ainda a RN 623/2024, em vigor desde 1º de julho de 2025, que trata das regras de relacionamento entre operadora e beneficiário, incluindo prazos de resposta às solicitações. São coisas diferentes, e confundir as duas costuma enfraquecer a argumentação com o convênio.

O detalhe que decide tudo: quando a contagem começa

Aqui está a parte que separa uma cirurgia que sai em três semanas de uma que arrasta por dois meses.

O prazo passa a correr a partir do momento em que o beneficiário solicita o atendimento à operadora. Ou seja, o relógio só começa quando existe um pedido formal, registrado, com protocolo.

Na prática, é exatamente isso que costuma faltar. O pedido é entregue no balcão sem protocolo, a guia vai por e-mail e ninguém confirma o recebimento, o convênio devolve pedindo um exame complementar e a contagem, do ponto de vista dele, recomeça. Sem número de protocolo, não existe prazo estourado, existe apenas a sua palavra contra a dele.

Parece burocracia. É, na verdade, a única prova que existe.

Por que a autorização trava na vida real

Nem toda demora é má vontade do convênio. Boa parte dos atrasos que acompanhamos tem causa técnica e evitável:

  1. Código do procedimento errado ou incompleto. Uma cirurgia lançada com código que não corresponde exatamente ao que será feito volta para análise. Cada volta custa dias. Veja como funciona a tabela TUSS na cirurgia.
  2. Documentação clínica insuficiente. Falta o laudo que justifica a indicação, falta o exame que comprova o diagnóstico, falta o relatório do cirurgião.
  3. Materiais e OPME sem prévia adequada. Quando há material especial, a análise é separada e costuma ser a etapa mais lenta. Se a solicitação do material sair depois da cirurgia autorizada, a data agendada cai.
  4. Equipe incompleta na guia. Auxiliares, anestesista e instrumentador precisam estar previstos. Corrigir depois significa nova análise.
  5. Cadastro do cirurgião desatualizado no convênio ou no hospital. É a causa mais silenciosa: tudo parece certo, mas a guia não passa. É o que tratamos em credenciamento em plano de saúde.

O convênio passou do prazo. E agora?

o que isso significa para a sua agenda

Um cirurgião que opera 15 vezes por mês e perde, em média, 10 dias por autorização em cada caso, não está com um problema de convênio. Está com um problema de processo. A diferença entre as duas leituras é que a segunda tem solução.

Como a RM trata isso

Autorização não é tarefa de uma pessoa entre uma ligação e outra. É um fluxo que precisa de responsável, rotina de acompanhamento e registro.

Na RM, cada solicitação entra na plataforma com protocolo, prazo e responsável, e é acompanhada até sair. Quando o convênio pede documento complementar, o pedido é resolvido no mesmo dia, e não na semana seguinte. Quando o prazo se aproxima do limite, a cobrança já sai fundamentada.

O resultado que interessa ao cirurgião é simples: a cirurgia acontece na data marcada, e o paciente não desiste no meio do caminho.

Perguntas frequentes

O prazo de 21 dias úteis vale para qualquer cirurgia?

Vale para internação eletiva e para procedimentos de alta complexidade. Cirurgias em regime de hospital-dia têm prazo de 10 dias úteis, e urgência e emergência devem ser atendidas imediatamente, sem necessidade de autorização prévia.

O prazo é para autorizar ou para realizar o procedimento?

O prazo da ANS é para o atendimento ser efetivamente realizado, e não apenas para a operadora dar uma resposta. Por isso a autorização precisa sair bem antes do limite, para que ainda haja tempo de agendar o centro cirúrgico.

O convênio pode exigir novos documentos e reiniciar a contagem?

A operadora pode solicitar informações complementares necessárias à análise. Por isso a solicitação inicial precisa ir completa e protocolada: cada devolução vira uma nova rodada de análise e empurra a data da cirurgia.

Vale a pena reclamar na ANS?

Sim. A NIP é um procedimento administrativo com prazo curto de resposta e alta taxa de resolução, além de gerar registro contra a operadora. Para isso, os protocolos precisam estar guardados.

Quantas cirurgias suas estão paradas em autorização agora?

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Este material tem caráter informativo e reflete as regras da ANS vigentes na data da revisão. Prazos e normas podem ser atualizados pela agência.

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